
The Reign of Kindo - Nightingale
O sonho não teve sentido nenhum de inÃcio, mas quando ela percebeu aqueles olhos e o sorriso de canto de sempre, sentiu a mente ficar em branco. Só teve a mesma reação de sempre: baixou os olhos e tentou caminhar sem se abalar.
Mas ele foi mais rápido e a puxou pela mão. O brilho no olhar estava diferente, um pouco triste talvez. Sem deixar o sorriso cair, ele perguntou:
-Deixa eu te abraçar?
Agora o encarando, a garota ficou sem resposta. E como o ditado diz que quem se cala consente, ele se aproximou devagar e a abraçou com tanto cuidado que parecia que ela iria quebrar caso utilizasse força. A respiração em seu ombro, um pouco entrecortada, a fez perceber o que temia: ele chorava.
O aperto do abraço foi ficando mais sensÃvel, aquelas mãos que faziam falta à ela agora marcavam suas costas. Os corações descompassados eram sentidos pelos dois, batendo praticamente no mesmo ritmo e mesma intensidade. E os tremores do corpo do rapaz faziam ela ficar com pena.
-Eu sinto tanta falta de você.
A garota teve que segurar a lÃngua para não concordar com aquilo. Então, as mãos começaram a acariciar as costas, tomando caminhos aleatórios e independentes. Ela também não tinha mais nenhum controle de seus movimentos, e os cachos dele estavam tão macios que era impossÃvel não ceder à vontade de tocá-los.
Sem aviso, a empurrou até a parede com delicadeza, e ao mesmo tempo em que a garota pensou “ele vai me beijar”, a boca dele procurava a outra. Assim que se tocaram, tudo mudou. O beijo era urgente, rápido, desesperado. Parecia mesmo que a saudade que ele sentia era insuportável.
E então acabou. O sol já brilhava forte de fora da janela do quarto, e ela teve que forçar os olhos a abrirem antes que tudo voltasse.Mas ele foi mais rápido e a puxou pela mão. O brilho no olhar estava diferente, um pouco triste talvez. Sem deixar o sorriso cair, ele perguntou:
-Deixa eu te abraçar?
Agora o encarando, a garota ficou sem resposta. E como o ditado diz que quem se cala consente, ele se aproximou devagar e a abraçou com tanto cuidado que parecia que ela iria quebrar caso utilizasse força. A respiração em seu ombro, um pouco entrecortada, a fez perceber o que temia: ele chorava.
O aperto do abraço foi ficando mais sensÃvel, aquelas mãos que faziam falta à ela agora marcavam suas costas. Os corações descompassados eram sentidos pelos dois, batendo praticamente no mesmo ritmo e mesma intensidade. E os tremores do corpo do rapaz faziam ela ficar com pena.
-Eu sinto tanta falta de você.
A garota teve que segurar a lÃngua para não concordar com aquilo. Então, as mãos começaram a acariciar as costas, tomando caminhos aleatórios e independentes. Ela também não tinha mais nenhum controle de seus movimentos, e os cachos dele estavam tão macios que era impossÃvel não ceder à vontade de tocá-los.
Sem aviso, a empurrou até a parede com delicadeza, e ao mesmo tempo em que a garota pensou “ele vai me beijar”, a boca dele procurava a outra. Assim que se tocaram, tudo mudou. O beijo era urgente, rápido, desesperado. Parecia mesmo que a saudade que ele sentia era insuportável.
-Oh Deus... – ela murmurou. – Fazia 4 meses que eu não sonhava com ele. Era meu recorde. O que isso significa agora?! Da última vez que ele apareceu, também disse que me queria de volta, e agora diz que sente minha falta. Mr. Sandman, o que você quis dizer ao me mandar essa mensagem?
Ficou ali, deitada, tentando entender tudo aquilo. Acreditava nos sonhos que tinha, sabia que queria lhe dizer algo. Desejo subconsciente? Não, dessa vez parecia ser algo maior que apenas uma vontade.
Ela quebrou a mesma promessa – de novo. Sempre que isso acontecia, ela dizia a si:
-Hoje é a última vez. Eu prometo, e agora é de verdade.
Sempre que ele aparecia e bagunçava seus sonhos, a garotinha prometia não escrever mais sobre ele. Isso só a fazia mais aflita, mais confusa. Com mais saudade do que nunca aconteceu.

